segunda-feira, agosto 16

"Quem conta um conto aumenta um ponto"

Desde que comecei a enveredar no mundo da contação de história, descobri que, além da criatividade, preciso também de capacitação, claro!

Pensando nisso, inscrevi-me na oficina oferecida pelo Viva. Pensei que numa oficina teria mais contato com este mundo ainda um pouco distante para mim. 

Dentro de tantas opções de oficinas, escolhi "Quem conta um conto aumenta um ponto", com a Maria Cecília Ferri.

Foi um a noite bem agradável. Reecontrei os contadores Paulo e o José Carlos, que estiverem no meu primeiro Sarau, e a Marília Tresca que conheci nas palestras de capacitação. Conheci outros contadores mais experientes como a Dora, Dark, Margareth. E também, os treinandos Paula, Sergio e Ruth. Este encontro pode ser resumido numa palavra que foi utilizada muitas vezes num programa de humor: MARA! Afinal, trocar experiência e dicas é sempre muito bom.

Ao entrar na sala, eu estava como uma criança curiosa: olhando tudo ao redor. E para satisfazer minha curiosidade, sentei e fiquei me apropriando do ambiente. Tinha uma longa mesa com um cenário. Tinha castelo, mar, árvores, casinha no meio da floresta e um cavalo. Fiquei me perguntando o motivo do cavalo ser o único personagem à mostra.


Começando a oficina, a facilitadora acendeu a chama da contação: "a vela perfumada" . Você sabia que antigamente as contações eram realizadas à noite ao redor de uma fogueira? Este simbolismo de”acender a chama” parecia ser para que a porção criança de cada um aflorasse. E deu certo! Fiquei ali esperando ansiosa para descobrir qual história teríamos.

A noite começou mais ou menos assim: “Nossa história de hoje é sobre o Babioca, o cavalinho medroso”. Pronto, minha dúvida foi esclarecida. Babioca era aquele cavalo que estava só no castelo. Ela continuou: “Babioca tinha medo de barata, rato, lagartixa... mas o que ele tinha mais medo era de dragão!” Surgiu um dragão vermelho na mão da Cecília, num vôo rasante pelo castelo. Com meus olhos fixos no Babioca, fiquei ali sentada, quietinha, escutando e torcendo por ele durante todo o tempo.

Fiquei tão encantada com aquela forma de contação: interação com os personagens, surgindo no cenário à medida que eles apareciam na história.

O momento mais alto da história foi quando o Babioca recebeu seu saquinho mágico feito com ervas aromáticas e lutou contra o dragão o dia todo. Afinal, ele já não era o mesmo agora. Ele era corajoso e valente.

Ao final da história, ficaram algumas perguntas no ar. “Do que você tem medo? “ Você se lembra primeira vez que sentiu este medo?” “Do que você já teve medo e superou?”

Confesso que minha porção criança ficou muito feliz nesta oficina. Ouvi uma história sobre coragem, pintei meu Babioca e o seu cavaleiro com tinta guache, incrementei meu desenho com hidrocor, fiz meu dragão com retalhos de pano e ganhei meu próprio saquinho mágico. Virei criança novamente.


Ao voltar para meu lar, pensei com meus botões:
Da próxima vez que eu for dirigir meu carro, vou pegar o saquinho mágico do Babioca e seguir. Quem sabe, a coragem não entra em meu coração?

Escute aqui a história do Babioca, o cavalinho medroso.



Até a próxima!
Elaine Cunha

Fotos: Marília Tresca e Elaine Cunha
Título: Babioca, o cavalinho medroso
Autor: Mary Veen
Editora: Orientação Cultural

4 comentários:

  1. Lindo post!! Eu amei de verdade, cheguei até me imaginar no lugar que a estória foi contada.Você sabe prender as pessoas em seus textos.Parabéns!!Pode me considerar sua fã,rsrsrsrsrs...Um beijão Laine.

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  2. Menina!! Se vc consegue fazer com que nossa imaginação nos faça percorrer essas histórias com seus textos...imagino como as crianças devem se deliciar com elas!! Parabéns mais uma vez.

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  3. Edna,

    Quando eu escrevo, eu deixo meu sentimento me guiar. Obrigada pelo seu carinho!
    Beijos

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Abraços!
Elaine Cunha