segunda-feira, julho 13

Nada é tão nosso quanto a nossa história!


Você sabe que sempre digo aqui que todos nós somos contadores de histórias, não é? E eu venho mergulhada em minhas memórias! Neste passeio, eu viajei pela minha infância. Recordei-me de brincadeiras e momentos com meus irmãos, primos, tios, avós... Da época da adolescência, do primeiro amor, do tão temido vestibular, formatura da Universidade... E também lidei com as perdas, meus avós, alguns tios, amigos... Depois a fase adulta, mercado de trabalho, casamento, filhos, ingresso no mundo das histórias... Perdas e Conquistas... Viajar por estas recordações me fez um bem danado, sabe?
Nada é tão nosso quanto nossa história! É o caminho que me fez chegar aqui onde estou agora! As experiências que vivi, das pessoas que eu (re)encontrei... Construíram meu ser.
Hoje consigo olhar para esta história e dizer: esta sou eu!
Muito prazer!
Sou Elaine Cunha
Filha de Enio e Eliane. Irmã de Ericsson e Enio.
Casada com Ivan. Mãe do Pedro e dos anjos Miguel e Sophia. E mãe também dos cachorros do anjinho Angel e do Pixel.
Amo as histórias. Amo ler.
Amo sentar no chão e contemplar o por do sol.
Amo sentar na areia, sentir o cheiro do mar e me perco olhando o mar.
Amo ver a lua e as estrelas.
Amo conversar e ao mesmo tempo sou tímida. Vá entender!
Amo abraços quentinhos e andar de mãos dadas.
Adoro fazer meus trabalhos com música ao fundo.
Tenho mais livros para ler do que efetivamente consigo ler.
Meu repertório é voltado para o autoconhecimento, transformação e resgaste de nós mesmos. Porque eu acredito que as histórias nos ajudam no entendimento da vida de uma forma mais poética e simbólica!
E você, como anda a sua história por aí? Você tem se apropriado de sua história?

Até a próxima!
Elaine Cunha

segunda-feira, julho 6

"A Menina da Lanterna"

"A Menina da Lanterna" é um conto da Pedagogia Waldorf que nos mostra o processo da busca da luz interior. É uma história de auto conhecimento. E que luz que brilha e pode iluminar o caminho está dentro de nós.


Confere aí e se encanta também com as músicas desta história cantada pela doce Carol, filha da amiga querida Elisângela. A vocês, minha gratidão pela partilha.



Clica aqui ó para ouvir! Só apertar o Play!




Até a próxima!
Elaine Cunha

segunda-feira, junho 22

Estudar a história para contar: é preciso?



Siiiim! Como todos em qualquer profissão! Afinal, médico não faz cirurgia sem estudar? Nem advogada escreve uma peça sem conhecer as leis, né?

Brincadeiras à parte, o contador de histórias precisar estudar a história. Conhecer o enredo, qual o problema, se ambientar com personagens, experimentar os sentimentos que o conto trazem, saber ler a entrelinha de cada momentos, conhecer as nuances....

Há quem decore a história para narrar. Eu prefiro "decorar" em seu sentido mais poético que é embelezar o que você traz no coração! Eu deixo a história me tocar até que ela esteja pronta para ganhar vida pela minhas palavras. Quando eu conto a história, sempre há muito de mim. Creia. Porque na hora H, todo este meu caminhar na história surgirá, como mágica.

Mas será que para você ler para seu filho é preciso estudar profundamente a história? Bom, precisar mesmo não, né? Mas sempre sugiro que você leia antes para saber o que te aguarda. Eu não gosto de caminhar assim.. Em águas desconhecidas não. Só se eu estiver me propondo a navegar com as crianças também.

Ah, contar histórias é ou não é momento de entrega? E para se entregar, você precisa saber o que vai entregar! Por isso, um trabalho bem feito de estudo da história te ajudará na sua construção. Vai por mim! Sua narrativa será muito melhor!!!!
E você, ficou curioso para saber como é meu processo de estudo?

Até a próxima!

Elaine Cunha
Contadora de História



segunda-feira, junho 15

"A Menina Colorida": Minha História Encantada


"História Encantada" é um conto exclusivo e personalizado feito por mim a partir de uma memória afetiva. Usando minha escrita criativa aliada com minha intuição sob o olhar da sua memória, conto-te sua história.
E "A Menina Colorida" é, para mim, um divisor de águas em minha vida. Exatamente porque narro o processo do meu despertar para o universo da arte de contar histórias.
Convido você a ouvir e a se emocionar!
Você saberá que eu precisei me perder, para me reencontrar. E a partir daí, transmutar sentimentos e colorir o mundo. Basta se permitir!





Clica aqui ó:





Eu também posso contar a SUA história. 

Processo funciona assim:
Você me envia uma história vivida.  E eu materializo com meu olhar. 
Você receberá um e-book personalizado e ainda como bônus, a história narrada por mim como podcast!

Que tal?
Só me escrever!

Com carinho,
Elaine Cunha

quarta-feira, junho 10

Dias ou Momentos?



"Não nos lembramos de dias, lembramo-nos de momentos"
Cesare Pavese
Ouvi esta frase e ressoou em meu coração. E eu me peguei pensando nos meus últimos dias. Cabeça fervilhando nesta quarentena. Eu lembro que vivi dias fantásticos e também desafiadores.
Eu aprendi a me olhar, respirar, dizer alguns "sim" e muitos "não".
Já sorri. Já chorei. Já briguei. Já cedi. Estive desconectada. Voltei ao meu lugar. Dormi sem falar com o outro. Já fiz as pazes. E também já fiz o melhor de fazer as pazes.
Descobri que segundo meu filho, meu feijão está na milésima posição, só ganha para um restaurante que marido ama a feijoada e meu vegetariano detesta o cheiro do local. E também, que meu arroz e purê ficam em primeiro lugar neste rank de comida favoritas do filho. Ganham até para o papai que cozinha muito melhor do que eu. Não vou entrar no mérito de achar que filho só quer agradar a mãe.
Já estive louca com as aulas remoto do filho. E descobri que por o uniforme da escola ajudou a delimitar as atividades e seus horários.
Já fiquei deitadinha na cama conversando até ele dormir. E até já dormi primeiro que ele. Contamos carneiros. Contamos as estrelas. Lemos histórias. Não lemos histórias. Fizemos orações. Pedidos e até questionamos o porquê das coisas.
Aprendi a sentir o amparo divino através dos amigos e de como o universo vem mostrando os próximos passos. Basta confiar.
Sentei no jardim do marido - ele quem cuida e eu só aprecio - e apenas senti o momento. Fechei os olhos. Ouvi a revoada passando bem na minha frente, vi o por do Sol. Senti um afago no rosto. Era o vento a me lembrar da presença do criador. Eu abri os olhos e fiquei por mais um tempo ali, no banco, no jardim, sentadinha sozinha... Sozinha na minha casa interna. E eu estava em paz.
E aí, lembrei-me novamente desta frase...
Os dias podem ser iguais. Vamos buscar os momentos! Momentos de pequenas alegrias, felicidade... Até de raiva, chateação. Por que, não? Está tudo dentro de nós.
Escolha o que você quer evidenciar! Transmute o olhar. Porque somente assim estaremos de fato presentes em nossas vidas! Conectadas conosco e com o mundo, criando momentos e memórias! Seja presença!

Até a próxima!
Elaine Cunha

sábado, junho 6

"O Pote Vazio" - Histórias para Acordar

Saiu mais uma história do projeto Histórias para Acordar! 

"O Pote Vazio" é uma das minhas histórias favoritas! Convido você a ouvir. E não se esquece, tá na nossas mãos darmos a cor que desejamos ao nosso dia!

Clica aqui:




Até a próxima!
Elaine Cunha

sexta-feira, junho 5

Você conhece a "História Encantada"?

Você conhece a "Histórias Encantada"?


Já pensou que uma memória sua pode ser eternizada numa história única e escrita especialmente para você?
Pode ser qualquer memória: nascimento de um filho, casamento, relacionamento pais e filhos, uma amizade, algum acontecimento que te marcou... Qualquer recordação pode ser transformado em uma história.
Sabia que algum momento desafiador pode virar uma história também? Daquelas que você poderá enxergar por outro caminho aquela o que te aconteceu e até mesmo sentir de outra forma.
A "História Encantada" é a criação de um conto único e exclusivo para você a partir de sua memória e minha criatividade. É um processo que faremos juntos. Você me conta sua memória e eu te devolvo uma história.
Deixa a história te levar por um caminho inesperado para você. Para conhecer mais, acesse a bio e veja o link "Histórias Encantadas". Escute algumas destas histórias.

Este é o meu convite a você. Vamos ressignificar a sua história?

Liga o som para ouvir a história 



Para ouvir algumas histórias encantadas vá até a playlist. Clica aqui

Até a próxima!
Elaine Cunha

terça-feira, junho 2

"O Par de Sapatos" - História para Acordar!

Tá no ar a primeira "História para Acordar"!

E na história de hoje temos "O par de Sapatos" do Pierre Gripari do livro "Contos da Rua Brocá" pela Editora Martins Fontes.

O projeto "Histórias para Acordar" é uma iniciativa de um grupo de amigos contadores de histórias que acreditam que as histórias são ferramentas para colorir a vida!


Aperta o play!




Até a próxima!
Elaine Cunha


Junho chegou!


Chegou um dos meses mais lindos e mais queridos por mim:😍 Junho!

Para mim, junho tem gostinho de infância. Inúmeras recordações, as memórias afetivas transbordam em meu coração.

Eu amo (quase) tudo ao que se refere ao mês junino. Das comidinhas típicas, os trajes juninos, música, forró ( bem verdade que não danço), as fogueiras, os fogos artifício, quadrilha e lógico, por ser meu aniversário! 🤗Já já será dia de assoprar as velinhas!

Na foto, eu numa festade Sao João lá na terrinha Recife em 2016.

Eu tô afim de ouvir doces recordações de São João. Conta aqui para mim sua alguma recordação. Vou amar saber!

#caminhandocontando

#junho #mesfavorito #festasjuninas #saojoao #comidinhastipicas #memoriaafetiva #historiaencantada #contosbiograficos

quinta-feira, maio 28

Histórias para A-cor-dar!

Você sabe o que significa a palavra “acordar”?
"Histórias para A-cor-dar" é um projeto de um querido grupo de contadores de histórias que se conheceram em trabalho voluntário em São Paulo.
Serão histórias para darmos cor em nossas vidas!


Liga o som e aperta o Play!





Até a próxima!

Elaine Cunha

sexta-feira, maio 15

“Quem ama estará sempre junto”



Certa vez, ouvi de uma amiga que temos muitas histórias dentro de nós. E quando uma destas está pronta para voltar ao "mar das histórias" ao ser narrada por nós, ela sairá fluidamente. Isto porque finalmente havia chegado o momento daquela história ser contada. Hoje, eu devolvo ao "mar" uma história.

São José do Rio Preto, 15 de maio de 2020.
Hoje o dia amanheceu mais bonito. Céu mais azul. Pássaros cantando. Deitada ainda na cama, ouvi bem de longe, o som da tv ligada. Era Pedro. Já havia levantado antes de mim e estava lá na sala brincando. Levantei. Agradeci a Deus por mais um dia. Fiz minha meditação e segui. Fui ao encontro dele. E ao nos encontrarmos, ouvi uma frase que acalentou minha alma...

- Mamãe! Bom dia!

Aquele “Mamãe” hoje soou aos meus ouvidos de forma diferente. Aquele abraço que recebi foi tão cheio de amor que eu pude sentir que não estava mais sozinha com meu filho. Lembrei-me de um desenho...

Ontem tive lições. Cai e precisei de muita ajuda. E nesta jornada descobri que o Amor Materno será meu guia para olhar sempre para frente. Faz-se necessário Coragem para seguir e seguir com Confiança em mim. Ter a Alegria como inspiração. E também a Aceitação para transmutar o que sinto.

Ao ouvir aquele frase dita e sentida com tanto amor, percebi os movimentos da vida como ondas. Leve. Fluido. Tudo me guiar a uma nova etapa de minha vida...

Então, hoje, no Dia da família, apresento a você minha, pelas mãos da talentosa Stela Onishi do @desenhoquefala que fez há quase um ano este desenho. Nesta Constelação, Ivan, Eu, Pedro e o peludo Pixel felizes e com olhar agradecido. E da Eternidade, Miguel, Sophia e nossa peluda Angel. Tudo porque... “Quem ama estará sempre junto”

Até a próxima!
Elaine Cunha

domingo, maio 10

O que eu fiz para merecer tanto amor?



Certa vez,  meu filho, com 6 anos, fez um gesto carinhoso para mim. E eu lembro de perguntar a minha mãe:  O que eu fiz para merecer tanto amor? Ela docemente respondeu: Você foi mãe!

Fevereiro de 2012. Era segunda-feira E naquele dia, tinha algo diferente em mim. Estava mais cansada. Enjoada. Um simples trajeto de ônibus me fez desejar chegar rapidamente no meu destino. No meio do caminho, parei numa farmácia. Voltei com um pacotinho. E ao chegar em casa, depois de ver as duas listras que saltarem nos meus olhos... Sabia que a partir dali minha muda mudaria para sempre! Eu seria Mãe!

Naquele exato momento, pensei em tanta coisa e pensei em nada. A alegria era tanta. Que meu único pensamento era de gritar ao mundo que eu estava gravida. Era um sonho que se tornava real. Um sonho que eu acalentava há muitos anos.

Contar a novidade foi algo inexplicável. Marido não acreditou. Família ficou em polvorosa. Pedir segredo então foi quase uma missão impossível.

Cada dia que se passava, eu estava radiante com toda aquela mudança no meu corpo. O que era uma semente estava virando um serzinho.  Queria mesmo era que a barriga crescesse eu pudesse sair por aí mostrando que eu carregava uma pessoinha tão amada e desejada comigo.

E durante as 9 luas muitas transformações ocorreram...

Eu enjoei pouco. E cresci de tamanho. Pro lados e para frente. Engordei 12 quilos. Aumentei um número no sapato, dois nas roupas e dois no sutiã. Usei até camisão do  marido.

Preparei o enxoval com muito cuidado. Escolhi o tema do quarto. As cores. A família, mesmo em Recife, participou de tudo. Eu virei fã das vídeos-chamadas, amantes das fotos. E principalmente, despertou meu lado escritora. Escrevi muitas pérolas neste caminho.

Tum tum tum tum... As batidas do coração me fizeram chorar na sala do ultrassom. Nada que eu lesse ou ouvisse alguém me falar me prepararia para o que eu viveria dali por diante.

Mas eu vou te confessar uma coisa... Tudo isto foi apenas uma pequena preparação para o grande portal que se abriria no dia nascimento. Nasceu o amor. Incondicional.

Tudo o que vivi me fortaleceram para me transformar na Mãe possível que sou.

E hoje, maio de 2020, quase 8 anos após o nascimento daquela mãe, olho no espelho e consigo ver além.

Consegui olhar para meu sistema familiar e finalmente perceber a grandeza de todas as gerações em mim. Senti uma gratidão tão grande no peito.
Bateu um calorzinho.


Pensei na minha mãe que está tão longe fisicamente de mim. Fechei os olhos. Respirei fundo e falei:
- Gratidão, Mãe. Por gerar a minha vida, por me nutrir, por aconselhar, cuidar e por amar. Gratidão por ser a mãe possível. Eu aceito e honro. E hoje, vendo você com seu neto, tenho certeza que os laços de amor foram, mais uma vez, fortalecidos. Estamos todos caminhando para a Felicidade!

#caminhandocontando #historiaencantada #resgatandomemoria #memoriaafetiva #contacaodehistoria #sjrp #riopreto  #contosbiograficos


Até a próxima!

quarta-feira, abril 29

Ah, memórias...


Quero te contar do curso "Contos Biográficos" que estou concluindo com a Anna do @contoterapia. Eu resolvi viajar nas minhas memórias afetivas... E cheguei aqui. Neste momento. No início de tudo! E como nunca escrevi sobre isto aqui, trouxe esta recordação para cá. Afinal, tanta gente nova por aqui no perfil que acho que é gostoso me conhecer mais e saber alguns caminhos. De como cheguei no mundo das histórias. Num post inicial do Caminhando e Contando exatamente em 5 de agosto de 2010. Uau! Quase 10 anos! Na foto, euzinha com o avental de treinanda de contadora de histórias pelo @vivavdv. E como relembrar é reviver... Bora junto se emocionar?
"Desde que cheguei a São Paulo, não tinha achado nada com minha cara. Soube do trabalho da Associação Viva e Deixe Viver quando morava em Recife, mas somente aqui decidi, efetivamente, conhecer o trabalho de perto. Esperei um ano para a abertura das inscrições, pois só abrem em janeiro. Candidatei-me e esperei.
Eu tinha um objetivo claro em mim: ser contadora de história.
Quer saber o porquê a contação me encanta?
Certa vez li que a arte de contar história é como um portal, que representa uma passagem para um lugar desconhecido. E mesmo não tendo conhecimento prévio desse lugar, somos transportados para lá. Logo, o desconhecido passa a ser um lugar familiar. Linda a definição, não é?
Aprendi durante as palestras da associação que sempre podemos fazer a diferença para alguém. A história ajuda a criar, imaginar, vencer obstáculos, superar conflitos. A criança poderá vivenciar novas possibilidades através da leitura.
Qual, então, o papel do Contador?
É ele quem leva todas essas possibilidades. Ele leva um final feliz!
Aprendi, também, que não tenho como saber, nem como medir o impacto causado na vida do outro pela história. De como a história irá impactar a minha pessoa. Só experimentando pra saber.
Aqui vou eu Caminhando no mundo da contação de histórias e Contando como este desafio me faz crescer como ser humano."
Neste 10 anos muita água já rolou rio abaixo... E o meu amor pelas histórias continua!
E você, o que estava fazendo há 10 anos atrás? Fez algo ou te aconteceu algo que mudou sua vida?

Até a próxima!
Elaine Cunha

quinta-feira, abril 23

Como ler por prazer?


Hoje é dia mundial do livro. E com toda certeza do mundo este post não será o único que te falará sobre o hábito de leitura! Fato!

Meu desejo é que você perceba que meu último post aqui, eu perguntei qual livro marcou sua infância. E recebi muitos recados inbox, pelo whatsapp, face... E confesso, fiquei muito emotiva. Porque a cada título de livro, tinha uma história por trás. Eu viajei nos detalhes dos porquês daquele livro ser especial. Eram momentos vividos e marcados com muito amor.

E aí, te digo sem medo de errar: a leitura só se torna hábito se trouxer satisfação. Já pensou nisto? Se ler não for agradável, corre-se o grande risco de desistir. E aí.... Quen quen quen... Nada de leitura como hábito poderoso e uma excelente ferramenta de desenvolvimento.

Mas como se faz isto?
Escolha o livro certo para você!

Qual livro de encanta? Qual te emociona? Qual faz você ficar até madrugada lendo sem querer parar até saber o final do mistério?

E como descobrir? Teste! Leia! Eu adoro ir em bibliotecas e olhar... Pego um que me chamou atenção, abro e leio. Gostei... Sigo um pouco mais. Não. Devolvo. E sigo. Tá tudo bem!

Leia por prazer! É importante sim aprender novas palavras, vocabulários, comunicação, imaginação... Mas antes de tudo! Prazer!

Faz isto aí. Sei que o nosso dia a dia de mães nesta quarentena não está nada fácil. Mas, se permita. Faça disto um auto-cuidado. Leia por prazer nem que seja 5 páginas por dia. Melhor poucas lidas do que nenhuma!

Eu vou te dizer o que ando lendo. Eu, na minha porção adulta, estou lendo um livro sobre Comunicação Não-violenta. E minha porção criança... Ah está é rebelde... Pego qualquer um bem colorido e tô feliz.

E você, qual livro você está lendo ou que tá na fila para ler?

Até a próxima!
Elaine Cunha

sábado, abril 18

Qual livro marcou sua infância?



Hoje é Dia Nacional do Livro Infantil, sabia? Em comemoração ao nascimento do ilustre Monteiro Lobato! E hoje vou te contar um segredo! Acho que devia ter uns 8- 10 anos, sei lá... Na minha Primeira Eucaristia ganhei um livro de um casal de amigos que moravam na frente de minha casa. Não me recordo os nomes dele (Minha nossa! Mãe, ajuda aí, por favor!). Lembro da Sra me entregando um pacotinho e o Sr e dizendo que ele tinha lido aquele livro quando era mais jovem e que tinha gostado. Este simples detalhe de que ele conhecia a história já tinha aguçado minha curiosidade. Recordo de ter aberto o pacote ali mesmo. E fiquei olhando, contemplando, a capa do livro. Era uma capa branca, e quase tudo nela era escrito em tons diferentes de verde. Tinha um menino sentado numa grama e dos seus dedos, dos polegares, saiam flores! Nossa, pirei! Como assim, saiam flores dos dedos? Você já sabe qual livro estou falando? "O menino do dedo verde" do Maurice Druon da Editora José Olympio. Fecho os olhos e me recordo (pouquíssima coisa. Isto me diz que tá na hora de reler este clássico!) da história do menino Tistu. Ele era muito feliz e com um dom excepcional. Ele tem o dedo verde! O polegar verde! E bastava tocar seu polegar para que surgissem plantas e flores. Eu me recordo muito deste livro pela forma que ele chegou até mim. Numa festa de celebração, ganhei um livro! Isto ficou tão forte em mim que eu ofereço como presente as crianças também livros até hoje. E explico o motivo da escolha daquele livro para a criança ou para os pais. Planto a semente. Esperando que o toque mágico do dedo verde faça florescer o amor pela leitura! Então, hoje te proponho uma viagem em suas memórias de crianças para me dizer. "Qual livro marcou sua infância?" Conta aí. Acredito que a história você pode até não se lembrar os detalhes - feito eu. Mas tenho certeza que o motivo deste livro ser especial, sim!

Até a próxima!Elaine Cunha

sexta-feira, abril 17

"Brincando de Mindfulness"



Por aqui, desde que começamos o isolamento social devido ao #covid19, tem sido um exercício diário de muita paciência, tolerância, acolhimento e amor. Contudo, mesmo tendo tudo isto dentro de mim, não tem sido fácil não, viu?
O pequeno anda mais agitado. É aquela impaciência tão comum as crianças nesta geração de ter muitas opções de brincadeiras e afins e não conseguir sossegar numa atividade até o final. Parece ser uma criança menor de 4 anos. Confesso.
Vi nos stories da @dra_nathy_chrispim a indicação do “Brincando de mindfulness: 50 exercícios para praticar a atenção plena com crianças” da @patriciacalazans pela @matrixeditora. E pensei como uma proposta bacana de usar com as crianças.
Eu já tinha visto nas livrarias aqui, mas nunca senti necessidade de fato. Mas aí, a água da maré sobe e bate onde? Decidi comprar e experimentar!
Confesso que ao receber e abri e li cada folha. Fiquei maravilhada com as propostas simples, divertidas e muito eficazes de cada exercício. No mesmo dia a noite, antes de dormir, inclui no nosso ritual da noite (leitura, música de relaxar, oração e dormir) fazermos juntos uma cartinha. E propus a ele uma estratégia... Para os momentos desafiadores, ele abrir a caixinha e fazer um exercício.
Eu te indico para você fazer com sua criança. E também te digo, se medo algum de parecer ridícula, faça você também, viu? Porque momentos desafiadores neste isolamento todos nós temos, não é? Importante é saber como reagirmos a ele!
Tá aprendendo a lidar com momentos desafiadores também por aí?

Até a próxima!
Elaine Cunha

quinta-feira, abril 16

Mestre, como posso enfrentar o isolamento?




Recebi esta mensagem de uma amiga que ainda está mexendo comigo. Deixo aqui para você desejando que te toque, assim como me tocou na alma. E quando tudo isto acabar, você consiga responder:

-O que isto fez por mim?

...

"Mestre, como posso enfrentar o isolamento?

Limpa a tua casa. A fundo. Em cada canto. Mesmo os que nunca sentiste a coragem e a paciência para limpar. Torna a tua casa brilhante e bem cuidada. Remove poeira, teias de aranha, impurezas. Mesmo no lugar mais oculto. A tua casa representa-te: se cuidas dela, também te cuidas.

- Mestre, mas o tempo é longo. Depois de cuidar de mim e da minha casa, como posso viver o isolamento?

Conserta o que pode ser corrigido e remove o que não precisas mais. Dedica-te à colcha de retalhos, cose o início das calças, costura bem as bordas desgastadas dos vestidos, restaura uma peça de mobiliário, repara tudo o que vale a pena reparar. O resto, deita fora. Com gratidão. E com a consciência de que o seu ciclo terminou. Consertar e remover o que está fora de ti permite corrigir ou remover o que está por dentro.

- Mestre e depois o quê? O que posso fazer o tempo todo sozinho?

Semeia. Até uma pequena semente num vaso. Cuida de uma planta, rega-a todos os dias, fala com ela, dá um nome, remove as folhas secas e as ervas daninhas que podem sufocá-la e roubar energia vital preciosa. É uma maneira de cuidar das tuas sementes interiores, dos teus desejos, das tuas intenções, dos teus ideais.

-Mestre e se o vazio vier visitar-me? ... Se vier o medo da doença e da morte?

Fala com eles. Prepara a mesa para eles também, reserva um lugar para cada um dos teus medos. Convida-os para jantar contigo. E pergunta-lhes por que vieram de tão longe para a tua casa. Que mensagem eles te querem trazer. O que eles te querem comunicar.

- Mestre, acho que não posso fazer isso ...

- A tua questão não é isolar os problemas, mas o medo de enfrentar os teus dragões internos, aqueles que sempre quiseste afastar de ti. Agora não podes fugir. Olha nos olhos deles, ouve e descobrirás que te colocaram contra a parede. Eles isolaram-te para que pudessem falar contigo. Como as sementes que só podem brotar se estiverem sozinhas.



Até a próxima!Elaine Cunha

quinta-feira, março 12

As histórias ajudam em comportamentos desafiadores?



Como mãe, sei que tenho que lidar com alguns comportamentos desafiadores. Ontem enfrentei um destes momentos. E como Contadora de Histórias sei que nestes momentos posso ajudar as crianças a aprenderem novos caminhos através das histórias!

Bom, contextualizando você... Meu filho, com 7 anos, chamou-me de chata. Tudo porque, eu mãe, sou aquela que vive a dizer e lembrar das combinados e lógico, das regras. E num momento que "mãe chata" adormeceu... Ele se esqueceu de ter alguns cuidados com rotina. Não levou material a escola e ainda tentou nos responsabilizar porque rotina pela manhã foi mais corrida do que habitual. Resultado? Recadinho amoroso da professora sobre o fato dele não assumir seus erros.

Logo pensei: Ah, não farei "sermão". Detesto. E assim, fiz o que acredito: contei uma história escolhida a dedo. "O Pote Vazio" da Demi pela Editora Martins Fontes é aquele livro coringa. Narra uma bela história do menino Ping, apaixonado por flores, um Imperador que busca um sucessor, também apaixonado pelas flores. E assim, Imperador decide que as flores "escolherão" seu sucessor. É aquela história onde traz o valor da verdade. Sim, a temida verdade para as crianças.

Apesar deste valor ser o mais forte no livro, na minha leitura com Pedro frisei os sentimentos e dois diálogos: do Ping com seu Pai. E depois do imperador com Ping. Tudo porque o Pai fala assim ao Ping: “Você fez o melhor que pode, e o melhor possível deve ser apresentado ao Imperador.” E o Imperador ao seu reino: “Admiro a coragem de Ping, que apareceu diante de mim trazendo a pura verdade”.

Conversamos sobre as duas frases longamente. Porque fazer o melhor independente do resultado nos faz um bem danado. O importante é o caminhar! E quando chegarmos lá, temos que ter certeza que estamos levando a pura verdade, como resultado do esforço.

Deu certo. Eu sabia! Ele entendeu o que havia feito. Disse que leria a história para o Pai posteriormente.

E eu? Bom... Coração também acalmou... Porque todos nós estamos fazendo nosso melhor. E sei que as histórias sempre me ajudarão a lidar com comportamentos desafiadores.

E você, quer saber mais? Fala comigo.

Até a próxima!
Elaine Cunha